Este é o resumo do segundo encontro. Ele conta, na ordem, o que a gente fez ao vivo: começamos de uma pasta vazia e terminamos com um site no ar que se atualiza sozinho. Os blocos "aprofundar" são opcionais.
Este resumo conta o que a gente fez e por quê — ele não é um passo a passo. Pra fazer, siga por uma destas páginas, do começo: elas retomam tudo, com os pedidos prontos pra copiar, sem depender de você lembrar do encontro.
Travou em algum ponto? Manda no grupo onde parou — é assim que a página melhora.
Pense no caminho de um projeto em três lugares:
A gente percorreu os três, de ponta a ponta, numa demonstração só.
Tudo começou do zero, na frente de vocês.
Uma pasta recém-criada, o Claude Code aberto nela, e um pedido de propósito bem vago: "invente um produto e faça a página" — sem dizer o assunto, sem nome, sem texto pronto, sem referência de visual.
Com a página pronta no computador, faltava tirá-la de lá.
Até esse ponto, o projeto existia num lugar só: aquela pasta. Se o computador quebrar, for roubado, ou se você quiser trabalhar de outro, não tem plano B.
O GitHub resolve isso guardando uma segunda via do projeto na internet — os arquivos e, junto com eles, todas as versões pelas quais o projeto passou.
Essa segunda via tem um nome: repositório (ou só "repo"). E vale separar as duas coisas: GitHub é o serviço; o repositório é o seu projeto lá dentro — ele tem uma página só dele, num endereço no formato github.com/seu-usuario/nome-do-projeto. Cada projeto tem o seu, eles não se misturam, e uma conta pode ter quantos você quiser.
Foi criado ali mesmo, no site: nome sem espaços, marcado como Private (só você vê) e vazio, sem nenhuma opção extra, pra poder receber o que já existia no computador.
O "linkar", como a gente falou na hora.
As duas pontas já existiam, mas uma não sabia da outra. Era só isso que faltava.
Essa ligação se pede em português, com o endereço do repositório na frase:
.git no fim. O seu aparece pronto pra copiar na própria tela do GitHub, logo depois de criar.Trocamos o preço do curso pra R$ 250 e mandamos pro GitHub.
Aí veio a parte que costuma surpreender. No site do GitHub, o repositório mostra uma lista de pontos salvos ao longo do tempo (na tela, aparecem como commits), cada um com data, quem fez e uma descrição.
Clicando num deles, aparece exatamente o que mudou:
Repare que o parcelamento mudou junto, sem ninguém ter pedido: ele dependia do preço, e a IA avisou disso.
Até aqui o projeto estava guardado, mas ninguém conseguia abrir.
Publicar era o passo seguinte natural, e havia dois caminhos na mesa:
Pra uma página feita de arquivos, como a nossa, o Cloudflare é o certo. No painel dele, em Workers & Pages, o mesmo repositório foi associado ao serviço — e poucos cliques depois o site tinha um endereço público, abrindo no navegador como qualquer outro.
Sabe aquela tela de "verificando se você é humano" que aparece por um segundo antes de um site abrir? Na maioria das vezes é a Cloudflare. Ela funciona como uma portaria na frente dos sites: filtra ataque e tráfego falso, e entrega o conteúdo pela máquina mais perto de quem está acessando.
Pelos números dela, 1 em cada 5 sites da internet passa por lá, com máquinas em 337 cidades. É a mesma estrutura que fica na frente de meio mundo que pode servir uma página sua, de graça.
A partir daqui, publicar deixou de ser uma tarefa.
Com tudo ligado, foi feito mais um pedido — desta vez bem aberto: "o que dá pra colocar aqui de útil pra quem visita?". Vale reparar nisso: você não precisa saber o que quer. Dá pra pedir sugestões, ver as ideias e escolher. Foram escolhidas duas, e ficaram prontas na hora:
E aí veio a demonstração que fecha tudo: as mudanças foram enviadas pro GitHub e o site se atualizou sozinho, sem ninguém publicar nada. É esse o ciclo do dia a dia — você muda, envia, e pronto.
Essas partes que respondem ao visitante são feitas com JavaScript: instruções que viajam junto com a página e que o navegador de quem visita executa, no computador dessa pessoa. É por isso que a página reage em vez de só mostrar texto.
E é por isso que nada disso briga com publicar do jeito simples: o serviço que hospeda continua só entregando arquivos. Quem faz a conta é o navegador, não o serviço.
⚠️ Onde não dá: como tudo acontece na máquina de quem visita, nada fica guardado num lugar comum. Login de verdade, informação de várias pessoas junta, e-mail, cobrança — isso precisa de outra estrutura. E vale saber desde já: o arquivo inteiro é baixado pelo navegador, então o que estiver escrito ali pode ser lido — não serve pra guardar segredo.
Um caminho paralelo, que serve pra quem já tem arquivos prontos.
No fim, ficou a demonstração de que dá pra mandar arquivo pro repositório direto pelo site do GitHub, arrastando — e até editar um arquivo ali mesmo, pelo navegador, sem abrir o computador.
Isso vale saber por um motivo prático: se você já tem um site pronto, os arquivos dele podem ir pro repositório por esse caminho, sem passar por nada. E, uma vez lá dentro, o resto é igual — associa ao Cloudflare e ele vai pro ar.
Este resumo está sendo completado. O que falta encaixar: