Este é o resumo do primeiro encontro, pra revisar com calma os pontos que foram vistos, sem depender de ter lembrado de tudo na hora. Este resumo está em construção: vai sendo completado aos poucos, então vale voltar de vez em quando. Os blocos "aprofundar" são opcionais, pra quem quiser ir mais fundo.
Se parecer muita coisa nova, tudo bem, não precisa se assustar. Vai fazer sentido com o tempo, e vai valer a pena.
E fica o combinado: o objetivo não é virar programador, nem aprender programação de verdade. Nada aqui é programação avançada.
Então por que aparecem coisas do mundo da programação? Porque conhecer um pouco já abre um monte de possibilidades com a IA. É o que permite usar uma ferramenta poderosa e flexível como o Claude Code.
E tem um bônus: entender um pouco disso, mesmo fora da sua área, já coloca você à frente de muita gente que não conseguiria nem imaginar como trabalhar com uma ferramenta dessas.
Quando falamos de "IA" hoje, no fundo estamos falando de modelos de linguagem (os LLMs). Duas empresas aparecem bastante: a OpenAI (dona do ChatGPT) e a Anthropic (dona do Claude). Existem outras grandes também (Google com o Gemini, Meta, entre outras), mas o foco aqui é essas duas.
Um ponto que vale fixar: ChatGPT e Claude.ai (o chat) são produtos, a "embalagem". Quem faz o trabalho de verdade por trás é o modelo (o LLM). Tanto que dá pra trocar o modelo dentro do próprio chat: dá pra escolher um mais rápido pro simples, ou um mais capaz pro difícil.
Esses chats são ótimos pro dia a dia, pra dúvidas pontuais e coisas soltas, fora do contexto de um projeto.
Essa é a parte que mais surpreende. O modelo não tem memória. Ele é o que se chama de stateless: você manda uma mensagem, ele responde e, terminada a resposta, esquece. A única coisa que ele "sabe" é o que aprendeu no treinamento (um conhecimento geral e fixo, de antes).
"Mas o chat lembra do que já foi falado antes na conversa!" Lembra na aparência. O que acontece por baixo: a cada nova mensagem, o chat reenvia a conversa inteira pro modelo, do começo. O modelo relê tudo de novo, toda vez, e por isso parece que ele lembra. É contraintuitivo justamente porque isso não fica visível na tela.
O chat gera texto, mas quem copia e cola é você. O Claude Code é diferente: ele mexe direto nos arquivos do seu projeto. E ele aparece em mais de um lugar (é a mesma IA, em superfícies diferentes):
É o mesmo motor nos dois. A aba Code é boa pra trabalhar de forma visual e revisar as mudanças; o terminal é bom pra automação e pra quem já vive no terminal. Não é que um seja "mais completo", são forças diferentes.
Pra começar, o Claude Code trabalha dentro de uma pasta (o "workspace"): você aponta a pasta do projeto e é ali que ele lê e escreve. Importante: essa pasta não vem ligada ao git nem ao GitHub automaticamente. Isso é um passo à parte (git vem numa seção mais abaixo).
O CLAUDE.md é um arquivo especial: assim que você abre uma conversa nova no Claude Code, ele lê esse arquivo primeiro. É o lugar certo pra descrever o projeto e deixar orientações pro modelo (como você quer que ele trabalhe, o que evitar, decisões já tomadas). É como um "contexto de plantão" que ele lê antes de tudo.
Dois atalhos úteis:
/init cria esse arquivo automaticamente pra você;E o formato: esse arquivo (e boa parte do que se faz com IA) usa Markdown (.md), um jeito simples de formatar texto com poucos símbolos. É o formato preferido pra trabalhar com IA.
# Título vira um título, **palavra** vira negrito, e uma linha começando com - vira um item de lista. Só isso já resolve 90% dos casos. É texto puro, então abre em qualquer lugar e a IA lê super bem.O plano Pro tem dois limites de uso, e vale entender pra não ser pego de surpresa:
Quantas mensagens cabem varia: mensagem grande, arquivo anexado, conversa longa e modelos mais "pesados" gastam mais rápido. Dá pra ver quando reseta em Configurações > Uso.
Uma armadilha importante: a IA tende a concordar com quem está usando ela. Se você afirma algo com convicção, ou pergunta "não é verdade que X?", ela facilmente "compra" a sua ideia, mesmo quando você está errado. Isso tem até nome (bajulação, ou sycophancy).
O encontro também passou por git e GitHub (sem mostrar na prática ainda, isso fica pra um próximo encontro). Em resumo:
Na prática, você cria um repositório e o "associa" à pasta do projeto (o workspace).
git init) ou clonar um repositório existente.As skills apareceram só de passagem no encontro: são um jeito de ensinar o Claude Code a fazer tarefas específicas de um jeito fixo, pra ele repetir sempre igual. É poderoso, mas é tema pra mais pra frente, quando o básico já estiver rodando. Fica só o registro de que existe.
Este resumo ainda não está completo e vai sendo ampliado aos poucos. Temas que ainda entram ou serão detalhados: